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Depois de Maia, Gilmar Mendes sai em defesa de Glenn






Como de costume, tudo o que não presta na política brasileira se coaduna. 

Depois do Presidente da Câmara Rodrigo Maia justificar lamentavelmente que a denuncia do MPF contra o jornalista Glenn Grennwald do The Intercept é um ataque a liberdade de expressão, agora foi a vez de Gilmar Mendes alegar que a denuncia do MPF afronta sua decisão em liminar emitida em agosto de 2019.
A liminar emitida por Mendes praticamente blinda Glenn, o tornando imune a investigações.
Na denuncia, o MPF cita a decisão do Ministro Gilmar Mendes, justificando:


"Em resumo, pode-se afirmar que a referida decisão criou uma espécie de imunidade especial e material jure et de jure, uma presunção absoluta de inocência, garantindo um “salvo conduto” ao réu de ser investigado”.

Apesar do ministro queixar-se do descumprimento de sua decisão os procuradores não descumpriram a ordem expressa pelo STF, já que Glenn não foi investigado e nem é alvo de investigação.
Fruto da denuncia contra o jornalista por "conduta criminosa", segundo o MPF, foi identificada a partir do material proveniente das medidas de busca e apreensão.

É importante ressaltar que Gilmar Mendes já se posicionou em diversas ocasiões contra a Lava Jato em tom jocoso, se referindo a força tarefa como uma "organização criminosa", o que na pratica torna sua posição insustentável sob a ótica da imparcialidade jurídica.

Mendes vem usado seu cargo de Ministro para atuar como linha de frente contra a Operação Lava Jato.  Sua posição em relação ao jornalista Glenn Greenwald que nitidamente infringiu a lei 
no Artigo 10 da Lei 9.296 de 1996 e Artigos 153 a 154-B do 
Código Penal Brasileiro, ao divulgar informações de autoridades publicas obtidas ilegalmente, apenas fortifica a ideia de que Mendes instrumentalizou politicamente o STF para privilegiar amigos simpáticos a Velha Política garantindo sua manutenção pelo poder.

É evidente que existe um elo de interesses espúrios entre Mendes e Glenn que possa justificar toda essa blindagem jurídica totalmente desproporcional e injustificável que o STF vem fornecendo ao jornalista criminoso.

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