O juiz juiz substituto 18ª Vara do Trabalho de São Paulo, do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, Jerônimo Azambuja Franco Neto, disse durante sentença que problema da política atual era Bolsonaro e a "merdocracia neoliebral".
"A merdocracia neoliberal neofascista está aí para quem quiser ou puder ver".
A sentença em que Azambuja desferiu o comentário foi no processo trabalhista do restaurante Recanto da XV a pagar indenização de R$ 10 mil por danos morais e a demonstrar o pagamento do piso salarial, seguro de vida e de acidentes e assistência funerária aos funcionários.
No processo Azambuja tece comentários e criticas ao governo comumente associadas a militantes de extrema esquerda:

"O ser humano Weintraub no cargo de Ministro da Educação escreve 'imprecionante'. O ser humano Moro no cargo de Ministro da Justiça foi chamado de 'juizeco fascista' e abominável pela neta do coronel Alexandrino. O ser humano Guedes no cargo de Ministro da Economia ameaça com AI-5 (perseguição, desaparecimentos, torturas, assassinatos) e disse que 'gostaria de vender tudo'. O ser humano Damares no cargo de Ministro da Família defende 'abstinência sexual como política pública'. O ser humano Bolsonaro no cargo de Presidente da República é acusado de 'incitação ao genocídio indígena' no Tribunal Penal Internacional."
Ainda cita o caso de Marielle Franco e responsabiliza Bolsonaro pelos exílios pretensamente políticos de Jean Wyllys e da pseudo filosofa Marcia Tiburi, esta ultima famosa por defender assalto a mão armada.
Ao final da sentença aproveita para criticar o capitalismo onde diz estar certo de que suas ações vão contribuir para a "derrocada" da "merdocracia neo liberal fascista".
O Advogado Geral da União, André Mendonça, se manifestou sobre o caso e diz que acionará o juiz envolvido.

"O linguajar utilizado na sentença - característico de um militante partidário, não de um juiz - foge da técnica jurídica e claramente viola o Código de Ética da Magistratura. A AGU representará perante o Conselho Nacional de Justiça."

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